miércoles, 29 de octubre de 2008

Novas adquisicións: MATERNA DOÇURA


"Ninguém diga que conhece a última geração de ficcionistas portugueses se não tiver lido e relido este livro". O romance "A Materna Doçura", obra dividida em três partes como forma de sugerir as etapas da vida de uma criança (a personagem principal) que ficou órfã de mãe muito cedo. Descreve, Cachapa, amores e desamores, vidas a construir-se e a descontruir-se, pois esse é o processo explícito de quase todas as vidas, excepto duas ou três que explodem na destruição do mundo tal como ele era julgado existir. O romance não fala de festas com classe nem de brincos de princesa pink. Fala de brilhos nos olhos, como se fossem as vidas ansiadas e jamais atingíveis, fala de amores do tamanho da Lua. Amores de filhos pelas mães (as de sangue e as de ser), dos amores das mães de sangue e das de ser pelos filhos, dos amores dos pais de ser e dos de sangue pelos filhos, e dos amores da carne entre mães e filhos, num cinema de arte pornográfica sem close ups.

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